<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533</id><updated>2012-02-15T23:29:02.408-08:00</updated><title type='text'>Paragrafilme</title><subtitle type='html'>Para cada filme, um parágrafo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-6686721318059301641</id><published>2011-07-22T08:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T09:12:46.906-07:00</updated><title type='text'>Red, White and Blue, de Simon Rumley (EUA, 2010); Anoitecer Violento (Stake Land), de Jim Mickle (EUA, 2010)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-zfu1GMSGHis/Timf0H-uNdI/AAAAAAAAAK4/aIWFWfFjxn4/s1600/redwhiteandblue.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zfu1GMSGHis/Timf0H-uNdI/AAAAAAAAAK4/aIWFWfFjxn4/s320/redwhiteandblue.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632208526847653330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sem dúvida &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Red, White and Blue&lt;/span&gt; é o mais impressionante desses dois filmes - e a palavra é usada com muita adequação, porque o filme é desses do qual não se sai ileso ao final. Embora nem sempre eu ache que o estilo elíptico e excessivamente autoconsciente da montagem funcione a favor, é inegável como Simon Rumley constroi muito bem seus personagens - mais na metade da história que se refere ao "casal" principal, é verdade (no que a figura de Noah Taylor - na foto acima - já constroi boa parte do que ele precisa simplesmente por sua presença em cena). E como ele nos faz "cair como patinhos" na sua estrutura onde o "horror", per se, só vai explodir mesmo lá na frente, mas vai se embrenhando aos pouquinhos quase por baixo da nossa pele. Quando o faz, porém, é realmente algo doloroso de assistir, uma sequência de cenas difíceis de se encarar - e, claro, menos por qualquer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gore&lt;/span&gt; exibido (embora haja), mas principalmente pelo nível de identificação criado antes.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();}  catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-uR-E7XfKlNk/TimglUWtmtI/AAAAAAAAALA/RekvIQB9Khg/s1600/stakeland.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 318px; height: 159px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uR-E7XfKlNk/TimglUWtmtI/AAAAAAAAALA/RekvIQB9Khg/s320/stakeland.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632209371983092434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stake Land&lt;/span&gt; estamos em território muito mais familiar desde o começo (um clássico setup de filme de zumbi/vampiro apocalíptico), mas o seu diretor também é muito bom em criar climas e personas (o Fernando, curador do RioFan, me fala muito bem dos trabalhos anteriores dos dois, aliás, figuras a ter em mente no futuro). De fato, Jim Mickle é talentoso demais até pro seu próprio bem, porque ao mesmo tempo em que ele consegue superar qualquer precariedade de produção, criando um filme que, por sua inteligência de encenação, soa bastante grande quando é bastante "caseiro" (especialmente notável a sequência em que os vampiros "caem do céu"), por outro lado o filme acaba se conformando um pouco demais com certas coisas que o John Carpenter outro dia chamava de "overproduced" (seja na trilha, seja no andamento de roteiro colocando mais personagens em cena do que precisava, etc). Mas, uma coisa é certa: o uso das locações e paisagens é dos mais inteligentes que eu vejo em um tempo no cinema de terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenham bem pouco em comum, é interessante que os dois filmes sofram um tanto de um mesmo problema, algo um pouco recorrente demais no cinema de gênero recente. Seja porque queiram se filiar a nobilíssimas linhagens (que vão de Romero a Carpenter), seja porque sentem necessidade de se "justificarem" numa cultura de cinema bastante careta, os filmes parecem empurrar goela abaixo de suas narrativas significados e temas políticos (o militarismo americano num, a intolerância religiosa no outro), que entram sempre em razoável desacordo com seus tons principais. Os filmes são maiores que seus discursos, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(vistos na sala 1 da Caixa Cultural, em projeção digital, no RioFan 2011)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-6686721318059301641?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/6686721318059301641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=6686721318059301641&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/6686721318059301641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/6686721318059301641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/07/red-white-and-blue-de-simon-rumley-eua.html' title='Red, White and Blue, de Simon Rumley (EUA, 2010); Anoitecer Violento (Stake Land), de Jim Mickle (EUA, 2010)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zfu1GMSGHis/Timf0H-uNdI/AAAAAAAAAK4/aIWFWfFjxn4/s72-c/redwhiteandblue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-5504324424678189031</id><published>2011-07-20T13:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-20T14:07:18.101-07:00</updated><title type='text'>Aterrorizada (The Ward), de John Carpenter (EUA, 2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-MARWKwjLHec/TidDeZUN1tI/AAAAAAAAAKg/SKgMJultFS4/s1600/amber-heard-the-ward-2010-01.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-MARWKwjLHec/TidDeZUN1tI/AAAAAAAAAKg/SKgMJultFS4/s320/amber-heard-the-ward-2010-01.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631544048520910546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Curioso que hoje eu fui parar numa leitura &lt;a href="http://www.focorevistadecinema.com.br/jornalcarpenter.htm"&gt;desse texto aqui&lt;/a&gt; sobre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eles Vivem&lt;/span&gt;, e ele me ajudou a pensar melhor sobre a opção do Carpenter de voltar a filmar depois de 10 anos com esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Ward&lt;/span&gt;. Sim, porque em muitos sentidos, tudo aquilo que o Nicolas Saada aponta como central pro Carpenter no momento em que ele quebra com o regime que vinha filmando para fazer uma elegia a um certo filmar possível dentro do cinema B é o mesmo que podemos ver neste filme novo. Primeiro, pelo sentimento de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;huis clos&lt;/span&gt; que carrega boa parte do filme depois da introdução: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Ward&lt;/span&gt; é extremamente sucinto, com uma série determinada de personagens, numa mesma locação - o que empresta ao filme uma cara de "cinema barato" muito interessante, uma energia curiosamente concentrada e solta ao mesmo tempo. Depois que o filme, em última instância, volta a alguns temas muito caros ao Carpenter, a começar pela mesma questão de que o mundo que enxergamos não é confiável como tal, que há "algo podre no reino da Dinamarca" - e que esse algo podre, em última instância, está mesmo dentro de nós. De resto, ele usa com muita inteligência tanto alguns clichês cinematográficos típicos do subgênero do "filme de manicômio", como principalmente o seu elenco jovem feminino (cuja irrealidade já é óbvia desde o primeiro plano). Aliás, isso pode ser um tema de discussão bastante equivocado sobre o filme: o fato de seu roteiro ser, afinal, bastante óbvio. No entanto, não me parece ser nem um pouco uma questão pro Carpenter os motivos pro que acontece, mas sim o fato daquilo tudo acontecer (algo que já está naqueles créditos de abertura sinistros sobre imagens manicomiais). E a "surpresa final", cá entre nós, é muito menos uma surpresa (ou um gimmick) do que a constatação de que a sanidade é sempre um conceito volátil a beça. É, em suma, um filme "lean and mean", que ninguém vai confundir com uma obra-prima, mas que é bom a beça de qualquer jeito.&lt;br /&gt;(visto na sala 1 da Caixa Cultural, em projeção digital, na abertura do 2º RioFan)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-5504324424678189031?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/5504324424678189031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=5504324424678189031&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/5504324424678189031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/5504324424678189031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/07/aterrorizada-ward-de-john-carpenter-eua.html' title='Aterrorizada (The Ward), de John Carpenter (EUA, 2011)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MARWKwjLHec/TidDeZUN1tI/AAAAAAAAAKg/SKgMJultFS4/s72-c/amber-heard-the-ward-2010-01.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-448604547855014968</id><published>2011-07-05T21:08:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T21:34:52.244-07:00</updated><title type='text'>X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class), de Matthew Vaughn (EUA, 2011)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--zM4CJ5aw0E/ThPl5Cfz01I/AAAAAAAAAKY/RJuJiKO87pc/s1600/X-menFirstClassMovie5.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--zM4CJ5aw0E/ThPl5Cfz01I/AAAAAAAAAKY/RJuJiKO87pc/s320/X-menFirstClassMovie5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626093127601476434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;X-Men: Primeira Classe&lt;/i&gt; é escravo de alguns senhores distintos, e Matthew Vaughn sabe disso bem. Por um lado, existe a expectativa de um enorme público (pra não dizer de seus produtores) pra que ele faça mais um "blockbuster de ação" (ou seja, eventualmente algo vai ter que explodir bem alto, e muitos efeitos de computador terão que ser usados); por outro, ele sabe que está mexendo com uma mitologia caríssima a uma legião de fãs sem as quais não poderá ter chance de sucesso. Por um lado, Vaughn precisa achar espaço pra seu senso inegável de "fun" (e se a sequência inevitável do "treinamento dos jovens X-Men" é o que mais demonstra isso, há um traço em vários outros pontos do filme, como na maquiagem quase barata do Fera ou na escalação em pequeníssimos papeis de gente como Michael Ironside e Ray Wise); por outro, não é fácil ser "fun" num filme de herois cuja primeira sequência se passa num campo de concentração, e possui um personagem tão perturbado(r) quanto Erik/Magneto. Que o filme resista (quase) inteiro a tamanha esquizofrenia não deixa de ser um elogio e tanto a Vaughn, que consegue dosar seus tons sem chegar a perder o espectador nunca (a não ser em pontos isolados), principalmente por entender que é no relacionamento entre Charles e Magneto que repousa a sorte de seu filme (e não no romance tentado de Fera com Mystique, que nunca chega a decolar). Nisso, ele conta com dois ótimos atores em McAvoy e Fassbender, que conseguem ser trágicos sem tirar o filme do seu centro, e dão toda crença em personagens que um dia serão, afinal, Patrick Stewart e Ian McKellen. E Vaughn ainda conta com duas cerejas no bolo: Kevin Bacon, em ótima sacada doidivanas pro vilão; e o &lt;i&gt;background&lt;/i&gt; da Guerra Fria, nunca levado a sério demais ao ponto de atrapalhar a briga entre mutantes.&lt;div&gt;(visto no São Luiz 1, em 35mm)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-448604547855014968?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/448604547855014968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=448604547855014968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/448604547855014968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/448604547855014968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/07/x-men-primeira-classe-x-men-first-class.html' title='X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class), de Matthew Vaughn (EUA, 2011)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--zM4CJ5aw0E/ThPl5Cfz01I/AAAAAAAAAKY/RJuJiKO87pc/s72-c/X-menFirstClassMovie5.jpg' height='72' 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href="http://www.sensesofcinema.com/2002/23/denis_interview/"&gt;http://www.sensesofcinema.com/2002/23/denis_interview/&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-1760403567786005650?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/1760403567786005650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=1760403567786005650&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/1760403567786005650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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{parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 197px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qXO_BrMF2gI/TgvpHkJMrOI/AAAAAAAAAKI/fN5LFUQOxHU/s320/beautravail1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623844875872808162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Beau Travail&lt;/i&gt; é um daqueles filmes que nos impõem o limite de lidar com a matéria audiovisual usando meras palavras. A verdade é que nada que eu escreve servirá nem pra quem viu o filme reconhecer aqui sua experiência, nem pra quem não viu o filme entender porque ele é algo tão forte que se carrega conosco - pela duração e depois. Mas, tentar essa inútil ponte segue sendo a sina do crítico (mesmo "ex"), e não fujamos dela portanto. Claro, antes de tudo, que ele é o filme que, junto com o seguinte &lt;i&gt;Trouble Every Day&lt;/i&gt; (2001), potencializa e encontra no ápice do domínio/risco/encontro tudo que estava no cinema de Claire Denis desde os primeiros filmes (muito falados abaixo), e cuja força é tão grande que ameaçaria muito os próximos (e me parece notável como ela - e seus colaboradores - conseguiu fugir destes perigos, com humor, sensibilidade, inteligência e autoconsciência - algo parecido por exemplo, com o que se deu com o Tarantino pós &lt;i&gt;PulpFiction&lt;/i&gt;/&lt;i&gt;Jackie Brown&lt;/i&gt;). Mas algumas coisas se deve dizer: primeiro sobre a forma como o filme usa dois elementos para além (ou em complemento) ao seu já muito decantado "cinema do corpo" (elementos que estão em seus outros filmes, mas aqui se mostram decisivos demais) - a paisagem e o rosto. Entre o rosto de Denis Lavant e as paisagens desérticas aqui expostas, todo um universo existe. Um universo que nos remete pra trás no cinema (&lt;i&gt;Apocalypse Now&lt;/i&gt;, certamente) e se expande pra depois (&lt;i&gt;Gerry&lt;/i&gt;, por exemplo), mas que acima de tudo choca pela mistura de coerência total (portanto remete a muito pensamento, conceito, ideais) com um instinto de cinema e de vida incomum nos planos, cortes, encenações, música. É um filme que ao mesmo tempo que apresenta todo seu jogo já na primeira sequência, não para de nos fascinar e surpreender. O que mais se pode dizer sem só soar ridículo no elencar de superlativos? Apenas que não é fácil entender como um filme consegue ser tão abstrato a partir do que há de mais concreto no mundo (as presenças - dos corpos, dos atos, dos espaços) - ou vice-versa. O filme resta um mistério. Que bom.&lt;br /&gt;(boa leitura: &lt;a href="http://www.kinoeye.org/03/07/delrio07.php"&gt;http://www.kinoeye.org/03/07/delrio07.php&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;(entrevistas: &lt;a href="http://www.bfi.org.uk/sightandsound/feature/30"&gt;http://www.bfi.org.uk/sightandsound/feature/30&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://film.guardian.co.uk/interview/interviewpages/0,,338784,00.html"&gt;http://film.guardian.co.uk/interview/interviewpages/0,,338784,00.html&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;(visto na sala 1 da Caixa Cultural-RJ, em 35mm, dentro da mostra Claire Denis: Um Olhar em Deslocamento)&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MyQzdGi2Qhg/TgvpNj6LESI/AAAAAAAAAKQ/7iLrr2etVQw/s1600/beautravail.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-MyQzdGi2Qhg/TgvpNj6LESI/AAAAAAAAAKQ/7iLrr2etVQw/s320/beautravail.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623844978889003298" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 198px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-7797806460599488016?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/7797806460599488016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=7797806460599488016&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7797806460599488016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7797806460599488016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/06/beau-travail-e-um-daqueles-filmes-que.html' title='Beau travail, de Claire Denis (França, 1999)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qXO_BrMF2gI/TgvpHkJMrOI/AAAAAAAAAKI/fN5LFUQOxHU/s72-c/beautravail1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-544773256331368690</id><published>2011-06-28T08:54:00.001-07:00</published><updated>2011-06-28T14:22:37.457-07:00</updated><title type='text'>Noites Sem Dormir (J´ai pas sommeil), de Claire Denis (França, 1994)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-RaUeqpbUItE/TgpF0Bq0TiI/AAAAAAAAAKA/2y8KDKxfk_Q/s1600/passommeil.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-RaUeqpbUItE/TgpF0Bq0TiI/AAAAAAAAAKA/2y8KDKxfk_Q/s320/passommeil.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623383844829023778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assisti &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Noites Sem Dormir&lt;/span&gt; em 3 situações muito distintas: primeiro na época, sem nenhuma referência de Claire Denis e antes até de entrar numa faculdade de cinema (e com menos de 20 anos de idade); depois, na Sessão Cineclube da Contracampo, já com alguma noção de quem ela era e devidamente (de)formado em cinema (mas ainda com menos de 30 anos); e revejo agora, em meio à mostra completa dela, já tendo não só visto a maioria dos filmes posteriores, como finalmente os dois anteriores (ainda com menos de 40 anos). Certamente, vi 3 filmes muito diferentes, entre o primeiro que em grande parte me escapou completamente mas deixou algumas imagens na memória; o segundo que me chocou (positivamente) e me apresentou muitas coisas que eu ia rever e repensar; e este terceiro, que surge muito mais domesticado - pelo meu conhecimento da própria carreira dela, pelo contexto particular do seu cinema. Por isso tudo, talvez este terceiro tenha sido o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Noites Sem Dormir&lt;/span&gt; que eu mais entendi e "apreciei", mas também o que menos me impressionou. Digo, estava tudo lá, da "coerência com as questões" que tanto traz prazer aos autoristas (não tô me excluindo do lote não, longe disso), até os "reconhecimentos audiovisuais" (de atores a modos de expressão pela linguagem às irrupções de música), mas confesso que faltou justamente o sentido de choque e estranheza que alguns de seus outros filmes me trazem ainda hoje (com algumas exceções, como os planos de abertura, nada domesticáveis - dos policiais rindo no helicóptero). O sentimento de "displacement" que povoa esse filme de imigrantes e pessoas que moram em hoteis é forte, e existe uma ponte entre ele e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Summer of Sam&lt;/span&gt; do Spike Lee que realmente cria uma linha a ser explorada de aproximação entre os dois muito interessantes. Acho que o Juliano (Gomes) tem razão: é inegavelmente um belo filme se pensado em relação ao mundo de cinema que existe por aí, mas no contexto de imersão na Claire Denis mesmo, acaba não batendo tão firme.&lt;br /&gt;(da série "boa leitura": http://www.contracampo.com.br/sessaocineclube/noitessemdormir.htm)&lt;br /&gt;(visto - pela terceira vez - no Cine Maison, em 35mm, dentro da mostra Claire Denis: Um Olhar em Movimento)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-544773256331368690?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/544773256331368690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=544773256331368690&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/544773256331368690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/544773256331368690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/06/noites-sem-dormir-jai-pas-sommeil-de.html' title='Noites Sem Dormir (J´ai pas sommeil), de Claire Denis (França, 1994)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RaUeqpbUItE/TgpF0Bq0TiI/AAAAAAAAAKA/2y8KDKxfk_Q/s72-c/passommeil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-1417175740124948487</id><published>2011-06-25T21:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T22:18:51.677-07:00</updated><title type='text'>S'en fout la mort, de Claire Denis (França/Alemanha, 1990)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-i6pESDKP2w8/TgbBNrI8a-I/AAAAAAAAAJ4/GCtPkCfMVgM/s1600/senfout.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-i6pESDKP2w8/TgbBNrI8a-I/AAAAAAAAAJ4/GCtPkCfMVgM/s320/senfout.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622393625481341922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;S'en fout la mort&lt;/i&gt; se constroi na diferença e complementaridade do "jogo" (como tanto gostam de dizer os franceses) de Alex Descas e Isaach de Bankolé, seus protagonistas. Atores-assinatura de Claire Denis, os dois encontram aqui, bem cedo nas carreiras, personagens perfeitos para externarem toda sua capacidade de expressar-se com o corpo todo, e sem precisar dizer muito. Nesse que talvez seja seu filme mais linear e direto, Denis faz pensar, mais que em qualquer outro filme, no que pode ter lhe restado nas experiências como assistente de Wim Wenders e Jim Jarmusch. De Wenders, um certo prazer cinéfilo de gênero que cerca, por exemplo, o personagem de Jean-Claude Brialy (além, claro, da presença de Solveig Dommartin, recém-saída de &lt;i&gt;Asas do Desejo&lt;/i&gt;); de Jarmusch, um universo marginal das periferias das grandes cidades, e um certo humor físico na construção desse duo principal (algo presente em &lt;i&gt;Down By Law&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Estranhos no Paraíso&lt;/i&gt;, os dois filmes em que trabalharam juntos). De fato, tanto na música como no clima do espaço montado onde se passa o drama (além do jogo de construção de personagens), há algo no filme que remete muito aos EUA, mesmo que seja os EUA de um certo cinema. É uma obra que traz muito das preocupações constantes de Denis, ao mesmo tempo em que ainda representa uma busca, principalmente estética (saímos dos quadros precisos de &lt;i&gt;Chocolate&lt;/i&gt; para a câmera na mão hipercinética). Um filme cheio de energia, mas com um tanto de desespero e represamento - como boa parte da sua obra.&lt;div&gt;(visto na sala 1 da Caixa Cultural-RJ, em 35mm, dentro da mostra Claire Denis: Um Olhar em Deslocamento)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-1417175740124948487?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/1417175740124948487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=1417175740124948487&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/1417175740124948487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/1417175740124948487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/06/sen-fout-la-mort-de-claire-denis.html' title='S&apos;en fout la mort, de Claire Denis (França/Alemanha, 1990)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-i6pESDKP2w8/TgbBNrI8a-I/AAAAAAAAAJ4/GCtPkCfMVgM/s72-c/senfout.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-6720624707766577463</id><published>2011-06-25T19:20:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T19:36:38.028-07:00</updated><title type='text'>L'Intrus, de Claire Denis (França, 2004)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YGQ8f6zKIbY/TgabLyXBVPI/AAAAAAAAAJw/Vjiye-fnTMM/s1600/lintrus.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 145px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YGQ8f6zKIbY/TgabLyXBVPI/AAAAAAAAAJw/Vjiye-fnTMM/s320/lintrus.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622351811617838322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pode até ser que, tendo em vista as ideias que me vieram ontem nos filmes da mostra, eu tenha revisto pela quarta vez este filme querendo encontrar nele algo que eu projetava - mas, fazer o quê, assim é a vida de ver e rever filmes em momentos distintos. Só que o fato é que &lt;i&gt;L'Intrus&lt;/i&gt; parece mesmo a resposta perfeita às inquietações que eu mencionava abaixo a partir de &lt;i&gt;Vers Mathilde&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Vendredi Soir&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;L'Intrus&lt;/i&gt; é um filme que tem esse peso de redescoberta do cinema, de desafiar a si mesma, e se jogar sem rede de segurança. É um filme que respira essa liberdade completa, essa falta de compromisso até mesmo com o seu espectador, de poder colocar em risco a cada corte, a cada plano, a relação que se estabelece (ou não) entre a tela e quem assiste. O fato de que o filme hoje me pareça um tanto mais cristalino (basicamente um estudo sobre a ideia de herança, sobre o que deixamos e decidimos deixar no mundo - e nisso o uso das imagens de um filme de 40 anos com o mesmo ator é cada vez mais estupefante) não retira o tanto dele que permanecerá sempre misterioso, pois emana dos acordes ao mesmo tempo simples e complexos da trilha de Staples, dos rostos de Subor, Dalle, Collin, Golubeva, Descas (na tela por mais ou menos um minuto), da forma como as figuras desenhadas por Denis e Godard conseguem ser ao mesmo tempo tão etéreas e possuírem tamanho peso. Um filme musical, e um filme animal. Um filme ao qual se volta como se reencontra um velho amigo: não há como cansar dele, pois ele sempre parece familiar e cheio de novidades.&lt;br /&gt;(mais uma boa leitura: &lt;a href="http://www.sensesofcinema.com/2005/35/claire_denis_interview/"&gt;http://www.sensesofcinema.com/2005/35/claire_denis_interview/&lt;/a&gt;)&lt;div&gt;(visto - pela quarta vez, todas no cinema - na sala 1 da Caixa Cultural-RJ, em 35mm, na mostra Claire Denis: Um Olhar em Deslocamento)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-6720624707766577463?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/6720624707766577463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=6720624707766577463&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/6720624707766577463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/6720624707766577463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/06/lintrus-de-claire-denis-franca-2004.html' title='L&apos;Intrus, de Claire Denis (França, 2004)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YGQ8f6zKIbY/TgabLyXBVPI/AAAAAAAAAJw/Vjiye-fnTMM/s72-c/lintrus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-2588736919065743847</id><published>2011-06-25T10:17:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T10:36:43.756-07:00</updated><title type='text'>Vendredi Soir, de Claire Denis (França, 2002)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-frA29LyQ-ls/TgYcpc9LmMI/AAAAAAAAAJo/weIh50eFO60/s1600/vendredimirror.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 178px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-frA29LyQ-ls/TgYcpc9LmMI/AAAAAAAAAJo/weIh50eFO60/s320/vendredimirror.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622212683291662530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Voltar a um filme nove anos depois da primeira vez, com tudo que o filme mudou, você mudou, o cinema mudou e a cineasta mudou, é sempre um prazer. Relembra aquela frase que o Carlão gostava de repetir ("o importante é rever") - por mais que ela seja, no fundo, impossível de atingir de fato como norma. Nessa revisão, eu vi com muita força 3 coisas sobre &lt;i&gt;Vendredi Soir&lt;/i&gt;. A primeira, que eu já tratei aqui embaixo ao falar do &lt;i&gt;Vers Mathilde&lt;/i&gt;, é como o filme me parece autoconsciente, à beira da autoparódia, radicalizando tudo que Claire Denis e Agnès Godard já tinham descoberto de que eram capazes no &lt;i&gt;Trouble Every Day&lt;/i&gt;. Só que isso me leva de fato ao segundo ponto, que talvez tenha me escapado (ou eu não lembrava) na força que tem no filme, que é o humor. Claire Denis tem um um humor muito particular, quase não discutido (e muitas vezes não visto), e neste filme ele está presente em muitos e muitos momentos. De fato, como comentei na saída com o Juliano, me parece que em &lt;i&gt;Vendredi Soir&lt;/i&gt; Denis e Godard estão "de brincadeira" - em muitos sentidos. Existe uma infantilidade no filme que é deliciosa, e que só se multiplica quando pensamos nos olhos tão incrivelmente inocentes/sapecas que tem Valerie Lemercier. Só que existe o terceiro ponto, que contrabalança os dois, que é a forma como elas vão fundo em conseguir atingir no filme uma certa expressão do olhar feminino pro sexo (ou pelo menos como eu consigo entendê-lo, o que, em não sendo mulher, é um tanto parcial e experimental - mas vá lá que seja). De verdade, eu lembro de poucos filmes que tenham se irmanado tanto a uma perspectiva frontal e sensorial do fenômeno do tesão feminino como esse - e que isso venha à tona num filme que eu chamo de "brincadeira" me parece tanto mais saudável. Por tudo isso junto, confesso que me veio à mente seguidas vezes ao longo do filme que talvez ele seja uma mistura inaudita entre &lt;i&gt;O Mágico de Oz&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Emmanuelle&lt;/i&gt; - imagem que eu honestamente não posso nem querer tentar explicar, porque faria automaticamente com que perdesse boa parte de sua graça.&lt;div&gt;(visto - pela segunda vez - na sala 1 da Caixa Cultural-RJ, em 35mm, dentro da mostra Claire Denis: Um Olhar em Deslocamento)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-2588736919065743847?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/2588736919065743847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=2588736919065743847&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2588736919065743847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2588736919065743847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/06/vendredi-soir-de-claire-denis-franca.html' title='Vendredi Soir, de Claire Denis (França, 2002)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-frA29LyQ-ls/TgYcpc9LmMI/AAAAAAAAAJo/weIh50eFO60/s72-c/vendredimirror.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-2819273717633920690</id><published>2011-06-25T09:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T09:37:51.967-07:00</updated><title type='text'>Vers Mathilde, de Claire Denis (França, 2004)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GnuaIwlFCSI/TgYO2ajp-7I/AAAAAAAAAJg/QxAzutUpjl0/s1600/vers-mathilde.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GnuaIwlFCSI/TgYO2ajp-7I/AAAAAAAAAJg/QxAzutUpjl0/s320/vers-mathilde.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622197512823241650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pode-se sintetizar o cinema todo de Claire Denis dizendo que ele filma a dança dos corpos no mundo, e por isso mesmo fazer um filme sobre o trabalho de uma coreógrafa seria apenas natural. No entanto, &lt;i&gt;Vers Mathilde&lt;/i&gt; suplanta totalmente a simplicidade dessa afirmação, exatamente por reafirmá-la com uma força quase impressionante de "statement". De fato, talvez não seja absurdo até vermos este filme, junto com &lt;i&gt;Vendredi Soir&lt;/i&gt; (imediatamente anterior), como dois trabalhos em que Denis revela o ápice da autoconsciência sobre suas capacidades e objetivos como realizadora - atingidos, talvez, em &lt;i&gt;Trouble Every Day&lt;/i&gt;, imediatamente anterior. São filmes que, sem perder a potência, podem ser lidos como quase auto-paródicos, ainda que de maneira muito diferentes - e nisso o fato de que Mathilde Monnier seja tão parecida fisicamente com Claire Denis apenas serve como ironia máxima. Nesse sentido, talvez ganhe uma força muito maior a sequência em que Mathilde sussurra para a câmera (e para a presença em tela de Claire Denis, pela única vez no filme) a sua própria crise como criadora - que pode ser, então, jogada para Claire. Como não se repetir, como reencontrar a surpresa, como não seguir o caminho fácil - é o que se pergunta Mathilde, e é o que parece se perguntar Claire nesse momento de sua carreira. É essa pergunta a que parece mover o filme, e a resposta que encontra está no trabalho - e nisso a dança acaba assumindo um papel muito potente de imagem desejada da arte: aquela que requer do corpo o máximo esforço para se atingir um resultado.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(visto na sala 1 da Caixa Cultural-RJ, em 35mm, dentro da mostra Claire Denis: Um Olhar em Deslocamento)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-2819273717633920690?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/2819273717633920690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=2819273717633920690&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2819273717633920690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2819273717633920690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/06/vers-mathilde-de-claire-denis-franca.html' title='Vers Mathilde, de Claire Denis (França, 2004)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GnuaIwlFCSI/TgYO2ajp-7I/AAAAAAAAAJg/QxAzutUpjl0/s72-c/vers-mathilde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-2061762614974598196</id><published>2011-06-25T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T09:21:55.628-07:00</updated><title type='text'>Chocolat, de Claire Denis (França/Alemanha, 1988)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--X7lc7Zq7kc/TgYLHmGxqgI/AAAAAAAAAJY/gim0-BhNb-Q/s1600/chocolat.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 196px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--X7lc7Zq7kc/TgYLHmGxqgI/AAAAAAAAAJY/gim0-BhNb-Q/s320/chocolat.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622193409934600706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É sempre muito curioso "chegar" ao primeiro filme de uma realizadora quando já estamos, por assim dizer, 23 anos no futuro da sua carreira. Seria o ideal, claro, vê-lo fora deste contexto, mas é muito, muito difícil conseguir fazer este exercício. Da mesma maneira, talvez seja fácil e um pouco covarde ver &lt;i&gt;Chocolat&lt;/i&gt; como um rascunho de uma série de coisas que Claire Denis ia tentar fazer ao longo dos seus próximos filmes, mas difícil fugir disso também. Por outro lado, diz muito do poder deste rascunho a forma como ele me parece, por exemplo, mais forte do que &lt;i&gt;White Material&lt;/i&gt;, filme no qual é impossível não pensar enquanto vemos este aqui. De fato, se a câmera de Denis (aqui já operada por Agnés Godard, mas ainda sem ela assinar a fotografia) parece aqui um pouco travada, incerta de como melhor filmar aquilo o que tem à sua frente, isso funciona a favor do filme que, talvez mais do que qualquer outro filme dela, é mesmo sobre as substâncias represadas que todos os personagens parecem trazer dentro de si (a imagem da lava de vulcões parece particularmente acertada quando pensamos na sequência incrível das mãos sobre o cano fervente). Se todos os filmes seguintes de Denis iam tentar mais e mais conseguir fazer a câmera filmar e fazer sentir o que move as pessoas por dentro, aqui ficamos no pólo contrário: os corpos e suas tensões e paralisias, que apenas permitem vislumbrar de leve algo que nunca (ou quase nunca) chega a se deixar ver. Também é interessante notar o uso que o filme faz das panorâmicas para revelar uma imagem, e apenas depois os olhos que vêem essa imagem - e que ao revelar um olhar, reconfigura a imagem anterior. Nesse sentido, o primeiro e o último plano tracejam um diálogo bem fascinante a se pensar. Finalmente, preciso dizer que pensei durante boa parte do filme na incrível sessão dupla que ele deve fazer com &lt;i&gt;India Song&lt;/i&gt;. Uma experiência a ser testada em casa, no futuro.&lt;br /&gt;(boa leitura: &lt;a href="http://raffaelecaputo.wordpress.com/2011/06/11/chocolat-an-interview-with-claire-denis/"&gt;http://raffaelecaputo.wordpress.com/2011/06/11/chocolat-an-interview-with-claire-denis&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;(visto na sala 1 da Caixa Cultural-RJ, em 35mm, dentro da mostra "Claire denis: Um Olhar em Deslocamento)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-2061762614974598196?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/2061762614974598196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=2061762614974598196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2061762614974598196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2061762614974598196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2011/06/chocolat-de-claire-denis-francaalemanha.html' title='Chocolat, de Claire Denis (França/Alemanha, 1988)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--X7lc7Zq7kc/TgYLHmGxqgI/AAAAAAAAAJY/gim0-BhNb-Q/s72-c/chocolat.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-7135815769665227847</id><published>2010-11-27T17:27:00.000-08:00</published><updated>2010-11-27T18:25:08.043-08:00</updated><title type='text'>Lumekuninganna (The Snow Queen), de Marko Raat (Estônia/Noruega, 2010)</title><content type='html'>Embora absolutamente distinto em estilo, este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Snow Queen&lt;/span&gt; faz curiosa dupla com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Temptation of St. Tony&lt;/span&gt;, citado mais abaixo - associação ainda mais inevitável quando se vê os dois no mesmo dia, como foi meu caso. Formalmente, chama a atenção de novo uma tendência ao desconcerto na maneira como cortam abruptamente sequências em momentos de pico de dramaticidade, assim como realizam elipses e associações de imagens/climas absolutamente inesperadas. Mas, mais do que isso, o que dá um sentimento que talvez tenha algo de "estoniano" no fundo é uma maneira de mergulhar na ficção através de uma estranheza que, mais alegórica lá e mais simbólica aqui, certamente não tem quase nada a ver com nada que estejamos acostumados a ver com frequência. No caso deste filme, há que se destacar ainda o trabalho da atriz principal, que cria junto com a bela fotografia uma sensualidade quase mórbida mas extremamente carnal no retrato de uma mulher que, com câncer terminal, resolve seguir os conselhos de um guru amalucado e ir morar praticamente dentro de um lago congelado. A violência nunca está longe (física e psicológica), e o filme se constroi mesmo nas constantes quedas de braço emocionais dos personagens. Só que, sem nenhum trocadilho, o filme patina bastante numa certa repetição, inclusive na forma de lidar com a sua trilha sonora, por exemplo, como elemento criador de um "estado alterado". Resulta irregular, eventualmente enfadonho, mas difícil de se desinteressar visual ou sensorialmente.&lt;br /&gt;(visto no cinema Solaris 6, em Tallinn, Estônia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-7135815769665227847?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/7135815769665227847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=7135815769665227847&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7135815769665227847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7135815769665227847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/11/lumekuninganna-snow-queen-de-marko-raat.html' title='Lumekuninganna (The Snow Queen), de Marko Raat (Estônia/Noruega, 2010)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-8717176147183804131</id><published>2010-11-27T17:14:00.000-08:00</published><updated>2010-11-27T17:24:12.381-08:00</updated><title type='text'>Lobotoomia (Lobotomy), de Yuri Khashchavatski (Estônia/Bielorússia, 2010)</title><content type='html'>Tomando como foco principal a recente guerra imposta pela Rússia à Geórgia, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lobotomia&lt;/span&gt; passeia em território bastante próximo do registro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;michaelmooriano&lt;/span&gt; - e embora seu diretor não assuma uma presença física na tela, sua voz em off surge constante e hiperpresente, quase sempre escorada por um fundo musical irônico baseado numa tarantella. Como Moore, ele também luta alguns bons combates importantes (especialmente no hipercontrolado tema da mídia e da manipulação de imagens do governo russo), e também como Moore nos apresenta alguns dados e imagens de arquivo bem impressionantes. No entanto, a força destas qualidades fica um tanto subjugada por uma montagem caótica que parece disposta a ir a qualquer lugar em qualquer momento, esvaziando um pouco seu raciocínio (ou ao menos tornando-o certamente menos acompanhável), assim como eventualmente seu humor se torna por demais cínico para que partilhemos dele de fato - embora ao fazer isso acabe revelando um inegável traço de personalidade da região (a capacidade de rir de desgraças bastante graves, e de fazê-lo com enorme fatalismo).&lt;br /&gt;(visto em  projeção digital no cinema Solaris 6, em Tallinn, Estônia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-8717176147183804131?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/8717176147183804131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=8717176147183804131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8717176147183804131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8717176147183804131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/11/lobotoomia-lobotomy-de-yuri.html' title='Lobotoomia (Lobotomy), de Yuri Khashchavatski (Estônia/Bielorússia, 2010)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-4705475655932338499</id><published>2010-11-27T17:01:00.000-08:00</published><updated>2010-11-27T17:13:25.248-08:00</updated><title type='text'>Püha Tõnu Kiusamine (The Temptation of St. Tony), de Veiko Öunpuu (Estônia/Suécia/Finlândia, 2009)</title><content type='html'>Veiko Öunpuu não é um nome conhecido ainda no Brasil, nem mesmo nos festivais, mas já está no seu terceiro longa com alguma visibilidade no circuito internacional, sendo que este aqui foi exibido, por exemplo, em Roterdã e Sundance. Logo nos primeiros planos ele nos deixa entrever um pouco seu universo pessoal como cineasta, que ao mesmo tempo que nos remete a uma série de características comuns a um Béla Tarr ou Miklos Jancsó, mistura uma certa grande ambição artística com um humor absurdo, rasgado e dolorido, bem típico dos bálticos. Seu filme é bastante episódico (não por acaso, aliás, é dividido em 5 capítulos), mas o que realmente chama a atenção é uma tendência ao corte e à elipse em momentos bastante inesperados e súbitos na cena. A intenção (atingida) parece ser a de manter o espectador constantemente desorientado e incomodado, incapaz de se instalar com mais tranquilidade no mundo proposto. O filme transita entre a sátira alegórica com alguns dos suspeitos usuais como receptores (a sociedade burguesa, mas também os resquícios autoritários e burocratas do passado soviético), e um mergulho lisérgico num quase universo paralelo onde surge inclusive um inesperado Denis Lavant em cena. Há uma tendência um pouco sufocante de auto-importância artística que faz lembrar aqui e ali o pior de um Carlos Reygadas, mas há também uma inegável força de instalação e de aposta no risco (inclusive de perder de vez o espectador).&lt;br /&gt;(visto no cinema Coca-Cola Plaza 2, em Tallinn, Estônia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-4705475655932338499?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/4705475655932338499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=4705475655932338499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4705475655932338499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4705475655932338499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/11/puha-tonu-kiusamine-temptation-of-st.html' title='Püha Tõnu Kiusamine (The Temptation of St. Tony), de Veiko Öunpuu (Estônia/Suécia/Finlândia, 2009)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-8113431348641167274</id><published>2010-11-27T16:51:00.000-08:00</published><updated>2010-11-27T17:00:04.345-08:00</updated><title type='text'>Seersant Lapinsi Tagasitulek (Return of Sargeant Lapins), de Gatis Smits (Letônia/Suécia, 2010)</title><content type='html'>Quem não conhece o humor letão? Certamente, eu não conhecia até ver este filme aqui na competição dos filmes bálticos do festival Black Night na Estônia, na qual eu estou como jurado. O filme nos pega um tanto de calças curtas com sua sensibilidade bastante particular - algo que certamente se repetirá ao longo destes dias, pois se o Leste Europeu tem um sentimento de mundo claramente todo dele, as ex-repúblicas soviéticas do Báltico parecem particularmente capazes de nos mergulhar em mundos estranhos. Assim, ele mistura alguns registros bem inesperados num humor que passa do absurdo à comédia de costumes com rapidez impressionante, e ainda joga no caldeirão uma sátira bem dolorida sobre o efeito da guerra sobre um personagem. No entanto, se inegavelmente ele constroi algumas piadas realmente boas (além de outros momentos em que não chegamos a rir, mas soltamos um sonoro "What the fuck!"), falta ao filme uma capacidade de dar conta do seu universo peculiar de personagens de maneira mais orgânica, que os torne igualmente interessantes. Há ainda uma certa confusão de ritmo e de andamento, com idas e vindas um tanto desnecessárias no tempo. (Filme visto na Sala Nokia do cinema Solaris, em Tallinn, Estônia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-8113431348641167274?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/8113431348641167274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=8113431348641167274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8113431348641167274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8113431348641167274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/11/seersant-lapinsi-tagasitulek-return-of.html' title='Seersant Lapinsi Tagasitulek (Return of Sargeant Lapins), de Gatis Smits (Letônia/Suécia, 2010)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-868650810119642942</id><published>2010-11-26T02:44:00.000-08:00</published><updated>2010-11-26T03:01:02.971-08:00</updated><title type='text'>De volta</title><content type='html'>Esse blog foi bruscamente interrompido há pouco mais de sete meses, como de resto parece inevitável a todo e qualquer blog. Isso se deu principalmente pelo comportamento obsessivo-compulsivo de seu "dono", que uma vez atropelado por circunstâncias de trabalho e pelo acúmulo de filmes vistos sem conseguir anotar aqui o seu devido "parágrafo", preferiu parar de fazer já que não daria pra cuidar de todos do que simplesmente pular uns ou outros filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano original era retomá-lo na virada do ano, mas enfrentemos o clichê do "ano novo, vida nova", de resto pouco mais que uma ilusão que criamos para nós mesmos. Façamos logo agora, primeiro pelo motivo prático de estar neste momento vendo muitos filmes num festival em Tallinn, Estônia, vários dos quais imagino que ficarão fora do alcance dos leitores brasileiros da Cinética, e aí a partir daqui podem ser minimamente registrados pra futuro interesse ou busca (se é que me entendem) dos amigos. Mas, segundo e não menos importante, porque a sensação de impotência e tristeza com o que acontece atualmente no meu Rio de Janeiro (e embora nada tenha de ufanista nem patriota - nacional ou local - me parece politicamente essencial assumir o pronome possessivo agora) me pede algum tipo de produtividade que salve da loucura. Vamos a ela então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-868650810119642942?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/868650810119642942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=868650810119642942&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/868650810119642942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/868650810119642942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/11/de-volta.html' title='De volta'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-1100617079157034793</id><published>2010-04-05T08:45:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T10:07:45.671-07:00</updated><title type='text'>Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, de Paulo Halm (Brasil/Argentina, 2009)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Seja pela sua extrema facilidade para escrever falas/discursos espertos, seja pelo fato de localizar o seu filme em meio a uma classe média carioca com aspirações artísticas, em meio a seus dilemas amorosos-existenciais, seria confortável colocar o longa de estreia na direção do Pepê (no blog se pode chamar os diretores pelo nome com os quais os tratamos) numa prateleira de comédia romântica carioca com propensão a leveza que beire a não existência. No entanto, isso seria comprar a mercadoria pelo valor de face sem olhar pra ela de fato. Pois desde o começo do filme, através de um saxofone na trilha, neons eventuais na iluminação e decoração de interiores hiper-trabalhada, indica-se uma improvável união de um imaginário cômico carioca, certamente devedor do parceiro constante atual de Pepê que é Hugo Carvana, com resquícios de um cinema paulista lá dos meados dos anos 80 (quando Pepê começa a trabalhar em cinema, diga-se). Improvável porque nada parece mais distante de um humor praieiro e malandro do que aquela angústia travestida em artificialismo de quem vive uma cidade dura de se ver pelo que é. Curiosamente, então, é este o Rio de Janeiro que sai do filme do Pepê: uma cidade bastante escura, onde mesmo quando se vai à praia, se vai de roupa e fica a paisagem fora de foco, onde o personagem principal parece sempre profundamente desconfortável consigo mesmo e com o seu entorno. É um Rio de Janeiro filmado poucas vezes, ainda mais no que se quer vender (não pelo diretor, mas pela comercialização mesmo) como uma comédia. Mesmo o aspecto sexual do filme, que tem uma presença e uma dimensão física como não se tem visto muito por aí, surge poucas vezes como encontro alegre de corpos - no que descamba na melhor e mais dolorosa (com duplo sentido, por favor) piada do filme. Mas talvez a melhro qualidade que eu veja no filme do Pepê seja mesmo o fato de que seu filme é claramente o retrato de um "merda" (daqueles que fracassa em se matar), mas que se irmana com esse merda e consegue se colocar de frente e ao lado dele - e acho que isso é uma das maiores dificuldades que o filme tem na sua relação com o espectador, porque irmanar-se com um merda não é posição confortável, nunca. Com uma presença muito forte de Caio Blat e um corpo perfeito (em muitos sentidos) em Luz Cipriota, o filme consegue os alicerces para sua narrativa, e tem seu clímax na cena triste, tristíssima, da visita noturna à casa do pai e a noite passada na cama de infância. A verdade é que há muita dor real e palpável em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Histórias de Amor...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, e isso, pra mim, é um tremendo elogio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(visto pela segunda vez no Arteplex RJ, sala 3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-1100617079157034793?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/1100617079157034793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=1100617079157034793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/1100617079157034793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/1100617079157034793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/04/historias-de-amor-duram-apenas-90.html' title='Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, de Paulo Halm (Brasil/Argentina, 2009)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-4430931750229010243</id><published>2010-04-04T23:13:00.001-07:00</published><updated>2010-04-04T23:36:36.897-07:00</updated><title type='text'>Ilha do Medo (Shutter Island), de Martin Scorsese (EUA, 2010); e Um Homem Sério (A Serious Man), de Joel e Ethan Coen (EUA, 2009)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Seria maravilhoso chegar aos filmes desprovido de pré-conceitos, principalmente aqueles passados adiante por seus próprios autores, mas também aqueles construídos a partir deles, seja nos textos e comentários de outras pessoas, seja principalmente pela simples noção da carreira pregressa de alguns cineastas - como estes aqui citados. Na verdade é este o meu principal motivo por gostar de ir a Cannes todo ano ver os filmes por lá: ganhar pelo menos esta chance de ver algo antes de ler opiniões sobre, um sentimento cada vez mais raro e precioso. Mas, aos autores e o peso de suas carreiras, destes não escapamos. E da necessidade sempre de precisar ter uma resposta na saída: é um Scorsese menor ou maior; é um passo à frente ou atrás, etc etc. Enquanto assistia aos dois filmes aqui, porém, sinto que conseguia sorvê-los pra além dos seus diretores, e foi isso que mais me deu prazer - mesmo que os dois filmes me pareçam tão perfeitamente obras destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;No caso do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ilha do Medo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, eu acho que há dois níveis em que o filme me interessa. Na construção estético-narrativa, há o óbvio prazer do Scorsese em montar aquelas cenas, em buscar determinados efeitos (alguns bastante grandiloquentes, outros extremamente sutis - principalmente no som), em brincar com seus atores (sim, porque há um sentido agudo de "to play" na maior parte das performances aqui, em especial Ruffalo, Kingsley, Von Sidow, Clarkson). Tudo isso dá ao filme, por mais horrendo/assustador que ele efetivamente seja, um sentido lúdico de degustar o prazer do cinema que é obra exclusivamente de alguns cineastas (e talvez não seja absurdo que o nome que tenha me vindo mais à mente, mais do que qualquer Fuller/Lang/Sirk das influências admitidas, seja o de Resnais). Por outro lado, eu sinto que há no filme algo de profundamente pessoal do Scorsese, muito mais do que ele deixaria pensar ou facilmente ver neste projeto aparentemente "contratado" e de gênero: afinal, pra além da questão das fronteiras da loucura mediada pela violência ser uma de suas obsessões conhecidas, há aqui algo mais que me parece tocar fundo nele, que é este sentimento de que, depois do Holocausto e da bomba atômica (heranças diretas colocadas sobre a sua geração, e certamente presente no seu imaginário enquanto crescia), falar em loucura e na relação desta com o Homem precisa ser feito em outro diapasão - uma vez que já tínhamos visto até onde se pode chegar. Nisso tudo é que as cenas dos campos de concentração me batem como extremamente firmes e adequadas ao filme. Mas, mais do que elas, as que realmente chocam e vão fundo são as de DiCaprio no final, chafurdando naquela violência caseira absolutamente insana. Aquela sequência ali (que não me soa a explicação definitiva e definidora de modo algum), ela sozinha acho que vale qualquer filme. Vontade de voltar a ele, em breve.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;Já &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Um Homem Sério&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; me pareceu ter algo de parecido no prazer da sua, digamos, degustação, que passa necessariamente pelo interesse solto de cada uma das suas cenas, mais do que o efeito do seu acúmulo (por mais que seja deste que o filme pareça buscar seu principal motivo). Sim porque seja em qual filme for de sua carreira, o que eu sempre mais gosto de ver nos Coen é o seu óbvio prazer em montar precisamente cada cena, seja no tempo dos atores e no enquadramento, seja depois no ritmo interno dos cortes e no uso do som. Aqui me parece que eles estão de novo dando uma clínica (e tenho certeza que o uso do termo fará salivar de prazer os detratores do seu cinema "frio e distante") em realização de cinema no que esta possui de mais micro da sua linguagem. Claro, tudo isso está a serviço de um discurso, o do caos que rege a vida humana, da ausência de sentidos maiores para ela, etc etc. Mas, honestamente, isso me parece no todo muito menos fascinante do que apreciar o prazer da dupla em colocar cada pequeno detalhe seu em cena (penso aqui no aparelho que suga o pescoço do tio, no timing daquela conversa no quintal com o pai do coreano e o vizinho miliciano, no uso da trilha). De resto, o sentimento de perda de contato com o mundo e as regras que o move é latente aqui, como no filme dos Scorsese, e que cineastas com tamanho controle do seu meio resolvam tratar da perda de controle é algo um tanto curioso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(vistos no Arteplex RJ, salas 2 e 5, respectivamente)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-4430931750229010243?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/4430931750229010243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=4430931750229010243&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4430931750229010243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4430931750229010243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/04/ilha-do-medo-shutter-island-de-martin.html' title='Ilha do Medo (Shutter Island), de Martin Scorsese (EUA, 2010); e Um Homem Sério (A Serious Man), de Joel e Ethan Coen (EUA, 2009)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-8469298794759072391</id><published>2010-04-04T22:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T23:37:03.231-07:00</updated><title type='text'>O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella (Argentina/Espanha, 2009) e Avatar, de James Cameron (EUA, 2009)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O problema da minha mania de deixar pra ver os filmes no cinema depois que as salas ficam um pouco mais vazias é justamente que chego tarde em várias das discussões, como é o caso aqui do filme argentino ganhador do Oscar e do fenômeno do ano passado. E, pior, quando ouço muitas opiniões radicais de um lado e outro (algo que aconteceu em ambos os casos aqui), tendo sempre a me ver no final nem tanto ao céu nem tanto à Terra, já que geralmente acabo achando que cada lado forçou a barra pra marcar suas posições, e pra isso precisou ignorar o que obviamente é um copo nem todo cheio nem todo vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;No caso do filme argentino, por um lado acho difícil não perceber as qualidades óbvias de um trabalho de ourivesaria de roteiro e, acima de tudo, de construção de personagens através do trabalho dos atores (principalmente os coadjuvantes). Campanella revela aí o seu olho de diretor de séries de TV americanas: uma capacidade grande de tornar cada ser que entra em cena minimamente cativante e de colocar as palavras exatas em suas bocas (dá pra notar o prazer da plateia em ouvir as falas e o jogo dos atores). Por outro lado, também me parece difícil acreditar que alguém não note o quanto não funciona a história de amor que Campanella quer porque quer construir como um espelho/projeção possível a partir do que acontece na parte político-policial do filme. A atriz está muito, muito mal (em oposição ao elenco masculino preciso), e em nenhum momento sentimos pelos dois como um casal nada além de uma distanciada simpatia. Eu acredito na força que existe na observação de Campanella do período da ditadura como um marcado antes de tudo pelo sentimento da impotência frente aos desígnios oficiais, e nisso a cena no elevador me parece disparado a mais forte do filme. Já quando Campanella quer fazer "arte" (como no tão falado plano-sequência no futebol, ou no desfecho surpresa à la Eastwood), no geral mete os pés pelas mãos. Se reforça pra mim sua imagem de um realizador mediano, um operário, que quando se foca nos personagens (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O Filho da Noiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, principalmente) é muito mais forte do que quando se dá a querer ousar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;Já no caso de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Avatar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, também senti a projeção do filme como uma verdadeira montanha-russa de coisas muito excitantes e outras francamente constrangedoras - e nem estou falando tanto aqui da questão da banalidade de construção narrativa ou dos personagens militares (que têm sua graça como caricatura), mas principalmente de algumas opções estéticas mesmo (acho quase todas as criaturas ou a floresta em si um tanto dsesagradáveis de se olhar, num sentido &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;new age&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; mesmo). Mas, principalmente, o filme me parece apoiado numa base bastante frágil ao propor o seu discurso anti-militarista baseado num desenvolvimento narrativo e estético que me parece obviamente glorificador do prazer estético pela violência e a destruição física do inimigo. Não tenho nada contra nenhuma das duas coisas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;a priori&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, mas tentar me vender as duas ao mesmo tempo, confesso, me deu alguns engulhos principalmente nas batalhas do desfecho da trama (que, além de tudo, parece um mash-up das coisas mais esquisitas, como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Retorno do Jedi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; - pra ficarmos nos corelatos estéticos mais próximos). Por outro lado, tudo aquilo que dizia respeito ao ato em si de transformar-se num avatar e adentrar esse outro mundo me interessou bastante, assim como essa ideia que me parece fisicamente bastante presente no filme de ganhar movimento após a paralisia (assim como a de tomar o lugar de uma outra pessoa - no caso, o irmão morto). Curiosamente pra mim, então, o filme funcionou mais nos momentos mais íntimos, mais em primeira pessoa, em que víamos e sentíamos este homem vivendo num outro corpo, do que quase tudo de espetacular que Pandora, etc, traziam. Fora isso, eu preciso falar que minha experiência pessoal com o 3D é uma de maravilhamento por uns 15 minutos, e depois eu habito aquilo de um jeito muito parecido como um filme em 2D. Talvez por sentar sempre tão na frente no cinema, eu sempre tenha me sentido um pouco "dentro" de qualquer filme que eu veja, e confesso que não sinto uma diferença tão grande não. E, inclusive, me incomoda um pouco (nem fisicamente, não tive desconfortos ou enjôos/dores de cabeça) a coisa de ler a legenda, ver as profundidades, sentir os efeitos, etc. Coisas de nova tecnologia, estou certo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(vistos no Arteplex RJ, respectivamente nas salas 1 e 4)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-8469298794759072391?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/8469298794759072391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=8469298794759072391&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8469298794759072391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8469298794759072391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/04/o-segredo-dos-seus-olhos-de-juan-jose.html' title='O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella (Argentina/Espanha, 2009) e Avatar, de James Cameron (EUA, 2009)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-7064433264675949683</id><published>2010-04-04T22:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T22:48:41.124-07:00</updated><title type='text'>Breve sumiço e dois docs vistos na África</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O blog esteve parado nas últimas semanas, paradoxalmente apesar de grande atividade em salas de cinema. Acontece que eu estava no júri de um festival na África do Sul (Cidade do Cabo), e além de haver pouco tempo pra escrever, praticamente a maioria das coisas vistas eram materiais pensados quase que exclusivamente pra TV, e não valiam muito a pena de se usar o espaço aqui pra falar. Demos os prêmios praquelas que talvez fossem as duas grandes exceções, ainda que as projeções digitais de cópias em DVD (um problema que, nota-se, está longe de ser exclusividade nossa), não permitissem exatamente as melhores condições de análise. Mas, que fiquem citados aqui os títulos, quem sabe pra que algum programador de festivais os descubra, ou pra que alguém resolva correr atrás e baixar por aí: eram eles &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;War Against the Weak&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Justin Strawhand (EUA, 2009), um filme sobre a ciência da eugenia que apela pra uns efeitinhos meio bobos aqui e ali, mas que tem uma pesquisa de arquivo e uma noção de ritmo bem impressionantes; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Kentridge and Dumas in Conversation&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, de Catherine Meyburgh (África do Sul, 2009), cujo título é cristalino em dizer que o filme colocará lado a lado estes que são dois dos maiores artistas plásticos sul africanos (e do mundo) hoje, e a partir de um papo aberto entre os dois mergulha no seu fazer artístico e nas suas obras de uma maneira ao mesmo tempo discreta e bastante instigante. Belos trabalhos, ambos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-7064433264675949683?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/7064433264675949683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=7064433264675949683&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7064433264675949683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7064433264675949683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/04/breve-sumico-e-dois-docs-vistos-na.html' title='Breve sumiço e dois docs vistos na África'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-3776009031840095903</id><published>2010-03-09T15:11:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T15:12:22.655-08:00</updated><title type='text'>Sobre comentário no Paragrafilme</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Acabei de descobrir que tinha uma opçõa meio draconiana selecionada nos settings do blog como default pra comentários. Só pra avisar, a quem por acaso já tenha tentado comentar antes, que agora eles estão liberados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-3776009031840095903?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/3776009031840095903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=3776009031840095903&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/3776009031840095903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/3776009031840095903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/03/sobre-comentario-no-paragrafilme.html' title='Sobre comentário no Paragrafilme'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-7774140511171951762</id><published>2010-03-08T22:33:00.001-08:00</published><updated>2010-03-08T22:44:54.817-08:00</updated><title type='text'>O Amor Segundo B. Schianberg, de Beto Brant (Brasil, 2009)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O que diferencia o filme de Brant de toda essa recente onda de filmes sobre processos de realização que incorporam algo dos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;reality shows&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; e/ou das várias novidades digitais é justamente o fato de que para ele o processo de captação das imagens nunca se torna uma questão dentro do filme. Brant podia ter explicitado seu processo de fechamento de dois atores numa casa cheia de câmeras de vigilância, sua relação como diretor com o processo, etc e tal, e teria um filme plenamente "contemporâneo". Mas é um cineasta não só mais inteligente que isso como, acima de tudo, um que acredita muito no poder da ficção pra cair nessa armadilha. Como resultado, ele aposta todas as fichas no fato de que, mais do que o processo do filme em si, seus dois atores conseguirão construir uma relação entre eles e entre cada um deles e seu personagem que resultará interessante o suficiente na tela. O resultado dessa aposta, em que o filme joga todas as suas fichas, pra cada espectador, é o que determinará o sucesso ou não do filme. Da minha parte, eu acredito plenamente na força do que resulta na tela, onde a estética das câmeras usadas interessa muito menos como processo e mais como resultado, que possibilita a captura de determinadas imagens improváveis, de inúmeros instantes pregnantes. O jogo que se estabelece no filme sobre representação não é interessante porque teoria, mas sim porque prática, pela forma como toda a relação entre os dois personagens só se dá a partir dessa questão. A ideia de performance atravessa o filme de maneira muito firme, com humor e sem se levar mais a sério do que precisa. Se há detalhes desnecessários (como as legendas na tela ou alguns usos da música), nada disso é mais presente que os vários momentos marcantes, seja pelo jogo dos atores (e da atriz com a câmera em alguns belos planos), seja pelo resultado surpreendente da sua técnica precária, que leva a algumas imagens à beira do pontilhismo nos pixels. &lt;i&gt;B Schianberg&lt;/i&gt; é mais um filme em que a inquietude de Brant surpreende e atinge resultados firmes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(visto, pela segunda vez, na sala 1 do Arteplex Rio, projetado em digital - formato oficial e único de exibição do filme )&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-7774140511171951762?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/7774140511171951762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=7774140511171951762&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7774140511171951762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7774140511171951762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/03/o-amor-segundo-b-schianberg-de-beto.html' title='O Amor Segundo B. Schianberg, de Beto Brant (Brasil, 2009)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-5185458815324246019</id><published>2010-02-28T08:18:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T08:30:18.695-08:00</updated><title type='text'>Riri Shushu no subete (All About Lily Chou-Chou), de Shunji Iwai (Japão, 2001)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Uma experiência e tanto este quinto longa de Iwai, cineasta que de resto eu não conhecia. O filme é bastante desencontrado nos seus longos 140 minutos de duração, com enormes perdas de ritmo e foco no seu desejo de abarcar uma quantidade enorme de sentimentos e climas em torno da vivência adolescente no Japão contemporâneo, mas também deixa inúmeras imagens na memória por um bom tempo. Ao tratar por um lado da questão da intensa vivência virtual desta nova geração ao mesmo tempo que lida com os temas atemporais da inadequação, da pressão do coletivo e da busca de parâmetros pra se sentir melhor frente ao mundo nesta fase da vida, Iwai mergulha num universo que mistura o mais doentio e o mais sublime lado a lado, sem nenhum medo nem de ser profundamente perturbador nem de resvalar constantemente no mau gosto e no brega. Nesse sentido, é um filme realmente adolescente, porque se coloca praticamente no mesmo nível de seus personagens - e aí até mesmo sua forma desencontrada de se estruturar ganha um outro sentido. Assistir o filme em película 35mm também teve um outro sabor importante, o de colocar em pauta um filme certamente importante no contexto desta década que já ia acabando, e que não tínhamos tido a chance de ver no Brasil ainda. Pensar o filme como sendo de 2001 certamente o torna tão mais forte como experiência, porque embora algumas de suas tentativas pareçam um pouco ingênuas hoje (como reproduzir na tela de cinema o ambiente de um chat na internet, por exemplo), naquele momento elas tinham um outro peso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(visto no cinema 1 do CCBB-RJ, dentro da mostra Zona Livre)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-5185458815324246019?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/5185458815324246019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=5185458815324246019&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/5185458815324246019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/5185458815324246019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/riri-shushu-no-subete-all-about-lily.html' title='Riri Shushu no subete (All About Lily Chou-Chou), de Shunji Iwai (Japão, 2001)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-4997323852523164099</id><published>2010-02-28T08:11:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T08:18:08.801-08:00</updated><title type='text'>American Astronaut (EUA, 2001) e Stingray Sam (EUA, 2009), de Cory McAbee</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O que mais impressiona nos filmes de McAbee é a disposição de ir até o fim com a cosntrução de universos absolutamente fechados em si mesmo, com uma lógica totalmente própria que aponta pra uma série de caminhos sem precisar explicá-los. São filmes que, até por sua mistura de gêneros (western, musical, ficção científica B), nos fazem pensar o tempo todo na história do cinema americano mais comercial, mas que ao mesmo tempo recusam todo tipo de facilidade nessa relação. Há sim semelhanças possíveis de se encontrar com o cinema de Guy Maddin, mas o humor tipicamente norte-americano de McAbee tornam seus filmes ao mesmo tempo mais leves e muito mais rascantes que qualquer coisa que eu já vi de Maddin. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Stingray Sam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; tem ainda o adendo de ser um filme pensado em episódios, para passar tanto no YouTube ou celulares como numa tela de cinema, que dá a ele uma outra camada de aparência de filme barato, de seriado à moda antiga. Mas o que toca mesmo nos filmes é que, piadas e universos autocentrados à parte, McAbee acredita muito nos seus personagens e investe muito na verdade deles, o que consegue não raro emocionar (caso do bizarro Professor Hess de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;American Astronaut&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;). McAbee não corre nenhum risco de revolucionar o cinema, mas nos apresenta algo de novo no cenário americano atual pela sua total independência seguir por caminhos bem menos esperados que o batido hipernaturalismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(visto no cinema 1 do CCBB-RJ, projetados em vídeo, dentro da mostra Zona Livre)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-4997323852523164099?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/4997323852523164099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=4997323852523164099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4997323852523164099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4997323852523164099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/american-astronaut-eua-2001-e-stingray.html' title='American Astronaut (EUA, 2001) e Stingray Sam (EUA, 2009), de Cory McAbee'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-831095691087413062</id><published>2010-02-25T05:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T05:52:30.439-08:00</updated><title type='text'>Instrument, de Jem Cohen (EUA, 1998)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Logo no início de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Instrument&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; aparece na tela: "a film by Jem Cohen and Fugazi". E essa parece mesmo ser a principal chave pra se entender este filme: não é certamente um documentário sobre uma banda, mas um documentário com uma banda. Mesmo que em nenhum momento (até um pequeno plano já nos créditos finais) a figura do cineasta Cohen seja explicitada como um amigo da banda Fugazi, o que fica claro é que o filme só pode existir dessa relação de admiração e intimidade que passa pela forma de lidar com a idéia de indústria cultural (muito parecida para a carreira de ambos), mas que principalmente passa pela paixão pela música e pela energia de ver o Fugazi ao vivo. Neste sentido, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Instrument&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; parece especialmente adequado de se pensar como um "documento", porque ele informa muito pouco e testemunha muito mais. Há uma junção de estilos entre o free punk rock do Fugazi e as digressões audiovisuais que Cohen tanto gosta de fazer, e o resultado é que o filme funciona quase sempre sob o signo de um certo estado hipnótico. Seus 115 minutos são muito pouco narrativos, e muito mais presenciais - lembrando nisso, aliás, um bom show de rock. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(visto na sala 1 do CCBB-RJ, projetado em vídeo - seu formato original -, dentro da mostra Zona Livre)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-831095691087413062?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/831095691087413062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=831095691087413062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/831095691087413062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/831095691087413062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/instrument-de-jem-cohen-eua-1998.html' title='Instrument, de Jem Cohen (EUA, 1998)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-2576506269593528513</id><published>2010-02-24T06:52:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T06:19:53.648-08:00</updated><title type='text'>Good Dick, de Marianna Palka (EUA, 2008)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O começo de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Good Dick&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; é bem assustador pra todo mundo que está cansado (e quem não está, aliás?) de um certo cinema independente americano fofinho, que vive do elogio pelo elogio de uma certa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;quirkness&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; pentelha e arrogante no seu mundinho de tiradas espertas e desprezo pelo resto do mundo. No entanto, logo fica claro que, na relação entre seu casal protagonista, Marianna Palka está disposta a ir bem mais fundo na estranheza, sem nunca perder o horizonte do humor de vista, construindo uma relação que nos desafia o tempo todo a simpatizar ou antipatizar com cada um dos personagens. Há no filme um prazer tocante pela informação sugerida mas nunca explicitada que é bem peculiar na maneira como se coloca em cena (com direito a uma citação clara ao cochicho final de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lost in Translation&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;). Para além disso, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Good Dick&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; é um filme que se constroi visualmente de forma muito inteligente, e que ainda nos dá o prazer de rever na tela, mesmo que numa breve cena, o grande Charles Durning, figura marcante pra quem construiu seu cabedal inicial de imagens de cinema a partir do cinema americano do fim dos anos 70 e começo dos anos 80 (e que andava sumido de um papel decente desde &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E Aí Meu Irmão Cadê Você&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(visto na sala 1 do CCBB-RJ, projetado em vídeo, dentro da mostra Zona Livre)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-2576506269593528513?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/2576506269593528513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=2576506269593528513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2576506269593528513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2576506269593528513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/good-dick-de-marianna-palka-eua-2008.html' title='Good Dick, de Marianna Palka (EUA, 2008)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-2278416531901520975</id><published>2010-02-24T06:48:00.002-08:00</published><updated>2010-02-25T06:00:29.028-08:00</updated><title type='text'>Jedné Noci v Jednom Meste (One Night in One City), de Jan Balej (Rep. Tcheca, 2008)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na verdade, One Night in One City é, antes de um longa, uma coletânea de curtas que mais partilham um universo audiovisual do que uma narrativa. A criação de um universo palpável onde circulam suas figuras é, sem dúvida, a grande qualidade do trabalho de Balej, cuja opção pela animação de bonecos e massinha faz sentido absoluto justamente pela extrema materialidade dos ambientes que explora. Dentro do seu universo distintamente europeu oriental, Balej constrói uma certa mistura entre um universo de tintas fortemente kafkianas com uma lógica (ou ausência dela) que faz lembrar mais de uma vez as experiências com animação que Terry Gilliam criava para o Monty Python (e que, de uma forma ou de outra, se refletiram nos seus filmes posteriores). Fascinado pelos temas da memória e do apagamento, Balej se interessa acima de tudo pela criação de elaborados rituais secretos e pessoais nos universos de cada um dos seus personagens (a cena no apartamento do "cremador de cachorros" é marcante pacas). Há ainda no seu universo torto e obscuro uma insuspeita ternura, que se espalha e domina totalmente a cena em segmentos como o do Sr. Galho e do Sr. Barbatana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(visto na sala 2 do CCBB-RJ, projetado em vídeo, dentro da mostra Zona Livre)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-2278416531901520975?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/2278416531901520975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=2278416531901520975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2278416531901520975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/2278416531901520975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/jedne-noci-v-jednom-meste-one-night-in.html' title='Jedné Noci v Jednom Meste (One Night in One City), de Jan Balej (Rep. Tcheca, 2008)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-5061248853711313536</id><published>2010-02-24T06:48:00.001-08:00</published><updated>2010-02-25T06:09:47.367-08:00</updated><title type='text'>Um Dia Qualquer, de Líbero Luxardo (Brasil, 1962)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Muito mais que saber que este é um filme brasileiro de 1962, o leitor precisa saber do seguinte: este é o primeiro (e continua um dos únicos) longa PARAENSE realizado na história. Ver o filme sem pensar nisso com frequência é não ver o filme - que tive oportunidade de assistir porque vai sair em breve na coleção da Programadora Brasil, e eu escrevi o texto crítico que acompanha o DVD. Não vou me ater longamente ao filme justamente por já ter escrito este texto referido acima (e a idéia aqui do blog é escrever sobre aquilo que não escrevo em outros lugares), mas quis fazer menção aqui porque acho importante sabermos da existência não só deste filme em si, mas da oportunidade de vê-lo agora em DVD por aí. É um tremendo choque a liberdade de criação de Líbero Luxardo, que é claramente um admirador do cinema clássico, mas tb conhecedor das experiências dos cinemas novos que cercavam aquele momento. Um tipo de filme que só pode mesmo ser feito num estado tão fora de qualquer idéia de indústria ou de grupo de produção, fruto de um isolamente difícil de imaginar hoje, na era das imagens a disposição de todos. E, se tudo isso fosse pouco, o filme nos lembra ainda como a discussão "ficção influenciada pelo documentário" é antiga e já deu resultados mais interessantes. Um filme a ser buscado por quem se interessa por.... bem, muita coisa, mas principalmente cinema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(visto em DVD)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-5061248853711313536?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/5061248853711313536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=5061248853711313536&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/5061248853711313536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/5061248853711313536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/um-dia-qualquer-de-libero-luxardo.html' title='Um Dia Qualquer, de Líbero Luxardo (Brasil, 1962)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-5687484096853469761</id><published>2010-02-10T10:29:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T10:38:20.337-08:00</updated><title type='text'>O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lirio Ferreira (Brasil, 2008)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É difícil falar deste filme sem simplesmente repetir boa parte do que diz o Francis no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistacinetica.com.br/homemqueengarrafava.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;texto dele na Cinética&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, porque parece bem claro que o grosso dos problemas do filme está resumido ali. Eu só levaria mais adiante a questão de que esta fratura entre vários diferentes filmes que existem dentro do mesmo filme aqui é acentuada por duas pulsões que vêm de fontes diferentes. De um lado, a gente vê o mesmo Lírio Ferreira que co-dirigiu &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cartola&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, e que busca sempre que possível ousar esteticamente dentro do formato tão careta &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;a priori&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; do documentário biográfico. Aqui isso fica especialmente claro nas várias inserções de cenas raras da história do cinema brasileiro (trailers, cinejornais, trechos) que atendem principalmente a um desejo dele de mostrá-los, muito mais do que do filme de prescindir deles (e nada contra, são momentos fortes pra quem gosta de cinema nacional). Do outro lado, tem todo o discurso afetivo-pessoal da produtora e filha do biografado, Denise Dummont, que assume um esquisito papel duplo mal resolvido de objeto do filme (dá entrevista inclusive ao lado da mãe), e sujeito do mesmo (os entrevistados se dirigem sempre a ela, deixando ver quem capitaneava os processos de conversa do filme). Me parece claro que toda fratura exposta no filme vem destes dois desejos firmes e fortes que em nenhum momento quiserem se curvar ao outro, e que com isso acumulam belos momentos, que no entanto fluem com a graça de um elefante por uma montagem que não chega a conseguir fazer deles um discurso só. O filme tem charme e considerável emoção, mas é episódico, cansativo, digressivo, um tanto perdido. Em vários sentidos, prefiro isso ao documentário certinho e sem alma, mas tb seria falso dizer que se trata de um filme que dá conta de suas missões auto-impostas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(visto no Arteplex Rio, sala 5)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-5687484096853469761?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/5687484096853469761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=5687484096853469761&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/5687484096853469761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/5687484096853469761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/o-homem-que-engarrafava-nuvens-de-lirio.html' title='O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lirio Ferreira (Brasil, 2008)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-8229022479002488389</id><published>2010-02-10T10:19:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T10:27:32.679-08:00</updated><title type='text'>Trash Humpers, de Harmony Korine (EUA, 2009)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não é por mera coincidência que pensamos no John Waters dos anos 70 (o de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Desperate Living&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Female Trouble&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; principalmente) vendo este mais recente filme de Korine. Existe antes de tudo no filme um desejo de desagradar, de ser grotesco e grosseiro, de eventualmente forçar o espectador a desviar o olho da tela. Mas existe ainda (e é aí que se aproximam) o desejo ainda mais forte de propor com esta sociedade paralela desregrada e doentia um espelho que reflita sobre a falta de nexo da sociedade estruturada e "bem resolvida". O filme de Korine tem um quê de desejo de choque gratuito (a maneira como a violência entra no filme, por exemplo, é bem boba), um outro tanto de auto-reflexividade que o simplifica demais (o discurso na ponte, principalmente, mas tb as brincadeirinhas visuais com o VHS), mas nada disso tira a força presente no que ele tem de melhor, que são as cenas mais desconectadas de qualquer lógica, na figura mesmo destes quatro seres com seus rostos bizarramente deformados e claramente mascarados, nas suas vozes, expressões e canções distorcidas. Sem dúvida Korine se refastela um pouco demais no seu status de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;enfant terrible&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; auto-criado, mas sem dúvida também é preciso dizer que ele faz aqui um filme como nenhum outro no cinema mundial atual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(visto no cinema 1 do CCBB-RJ, projeção em DVD, dentro da mostra Zona Livre)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-8229022479002488389?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/8229022479002488389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=8229022479002488389&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8229022479002488389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8229022479002488389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/trash-humpers-de-harmony-korine-eua.html' title='Trash Humpers, de Harmony Korine (EUA, 2009)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-6461743925251015904</id><published>2010-02-04T04:52:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T10:29:00.786-08:00</updated><title type='text'>Lula, o Filho do Brasil, de Fabio Barreto (Brasil, 2009)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Fica bem claro (pelo menos para mim ficou) ao longo da projeção que o grande termo para definir este &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Lula&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; é mesmo "funcional". Tudo que compõe o filme está lá seguindo a lógica deste termo tão caro ao mundo contemporâneo - a começar, aliás, pela sua própria existência, que sentimos ser toda baseada numa lógica de marketing e de exploração de um momento histórico (e nisso não deixa de ser o mais irônico de tudo que o filme não tenha... er... funcionado nas bilheterias). É o termo funcional que explica inclusive a correção "estética" que o filme todo possui: nada dos constrangimentos recentes de um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Bela Donna&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, de um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Jacobina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, de um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Caravaggio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Com bastante dinheiro em caixa, Fabio Barreto chama uma série dos mais competentes técnicos brasileiros (do roteiro à finalização de som e trilha, passando por cada um dos outros aspectos técnicos), e realiza de maneira absolutamente correta cada passo da jornada de Lula, do interior à &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Vidas Secas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; ao quase documentário à la anos 70. Cada cena e personagem é estudado para significar algo exato para o desenvolvimento e mensagem do filme ("a jornada de um brasileiro heróico"), e estão na tela o tempo preciso para isso. Tudo está ali, no seu lugar. Só que a ironia é essa: ao tentar o melodrama clinicamente estudado, Barreto mata aquilo que é a chave do sucesso de um bom melodrama, ou seja, o descompensado, o exagero, o excesso, a falta de pudores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Lula&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; se deseja então um melodrama científico. O resultado não podia ser outro: um filme que assistimos a 200km de distância, quase com uma caneta e prancheta na mão marcando "ok" pra cada passo estudado do personagem/roteiro. Ou seja, extremamente funcional porque deseja servir pra todos, o filme, obviamente, não serve pra nada nem ninguém de fato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(visto no Cinemark Botafogo sala 2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-6461743925251015904?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/6461743925251015904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=6461743925251015904&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/6461743925251015904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/6461743925251015904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/lula-o-filho-do-brasil-de-fabio-barreto.html' title='Lula, o Filho do Brasil, de Fabio Barreto (Brasil, 2009)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-382060584252107707</id><published>2010-02-04T04:50:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T05:18:05.254-08:00</updated><title type='text'>Tiradentes em um parágrafo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Envolvido na Mostra de Tiradentes de diferentes maneiras (como curador de curtas, mas tb como editor da cobertura da Cinética, mediador de debates, mas principalmente espectador obsessivo das sessões), era impossível ter tido tempo pra escrever sobre cada filme visto, como propõe este blog. mas talvez valha quebrar a lógica e dar então um parágrafo à mostra em si. No que tange os curtas, claro que eu sou bem suspeito pra dizer algo, então digo apenas que dedicarei textos inteiros a alguns dos meus favoritos do ano numa pauta que a Cinética coloca no ar até o começo da semana que vem. No que tange os longas, já conhecia uma boa parte do Festival do Rio do ano passado, e entre eles e os que não conhecia (a maioria do Aurora) me parece que foi, tendo eu meus favoritos e "desfavoritos" como sempre, o conjunto mais firme de proposições instigantes de cinema que já vi por Tiradentes. Os debates filme a filme nos dias seguintes foram quase sempre bem fortes, possibilitando do todo das conversas que saíssemos com uma boa série de coisas a desenvolver a partir das individualidades e do conjunto - não é pra isso que pode servir uma mostra, acima de tudo? Finalmente, como disse no Facebook logo ao chegar, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Cabeça a Prêmio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Morro do Céu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Terras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Estrada pra Ythaca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Belair&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A Falta que Me Faz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; são filmes que não esquecerei tão cedo (com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Esperando Telê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Insolação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Os Inquilinos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; me deixando vários outros pontos firmes na lembrança), mas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pacific&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; me parece agora, numa primeira impressão, o filme a não se perder de vista. A maioria destes espero rever assim que puder, e aí dedicar pelo menos um parágrafo aqui a eles.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-382060584252107707?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/382060584252107707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=382060584252107707&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/382060584252107707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/382060584252107707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/02/tiradentes-em-um-paragrafo.html' title='Tiradentes em um parágrafo'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-7766150171533641644</id><published>2010-01-14T19:07:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T19:08:18.443-08:00</updated><title type='text'>Não!!!</title><content type='html'>Este blog não morreu cedo de inanição. Eu que passei 2 semanas em merecidas férias longe do cinema e dos filmes (embora não das leituras sobre eles). Semana que vem a coisa volta ao (a)normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-7766150171533641644?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/7766150171533641644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=7766150171533641644&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7766150171533641644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/7766150171533641644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/01/nao.html' title='Não!!!'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-4656542089802032469</id><published>2010-01-01T21:38:00.000-08:00</published><updated>2010-01-01T21:55:44.798-08:00</updated><title type='text'>Entre Deus e o Pecado (Elmer Gantry), de Richard Brooks (EUA, 1960)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Assim que acabei de ver &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Elmer Gantry&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, fui dar uma pesquisada rápida e uma coincidência incrível se revelou: o livro de Sinclair Lewis foi escrito/lançado exatamente no mesmo ano (1927) que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Oil!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, de Upton Sinclair. E daí? O fato é que ao longo do filme de Brooks me veio à cabeça justamente &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;There Will Be Blood&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, o filme de PTAnderson baseado no texto do Sinclair número 2 (e certamente a performance principal de Burt Lancaster aqui tem reflexos no que Daniel Day-Lewis fez), e depois disso descobrir esta simultaneidade não significa absolutamente nada, certamente, mas foi uma surpresa e tanto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Elmer Gantry&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; é um filme hipnótico que consegue, pro meu gosto, dar o passo que o filme de PTA não conseguia: ousar uma enorme paródia/resumo de uma América prensada entre a hipocrisia e a ignorância das fés capitalista e religiosa, e ainda assim dar vida a seus personagens pra além de construções cinematográficas. Há uma tal vida nas pulsões (sexuais, inclusive, fortíssimas) e no desespero de todos os personagens, que vão levantando véus depois de véus de carências e calhordice, onde ao mesmo tempo em que não sobra pedra sobre pedra das instituições (não só a igreja leva porrada aqui, mas também a polícia, os políticos, a imprensa, etc), sai do meio daquilo tudo uma crença grande no ser humano apesar e principalmente nas suas falhas. Nesse sentido, é a relação de admiração mútua entre o jornalista Jim e o insano Elmer que dá o diapasão do filme: nenhum sentido de ingenuidade nem de calhordice natural, apenas o entendimento do jogo que cada um joga, que nada tem de puro ou bem intencionado &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;per se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Um filme de tantas camadas e cenas de embasbacar, que faz realmente pensar que em 1960 Hollywood estava num outro lugar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(visto no TCM)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-4656542089802032469?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/4656542089802032469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=4656542089802032469&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4656542089802032469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4656542089802032469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/01/entre-deus-e-o-pecado-elmer-gantry-de.html' title='Entre Deus e o Pecado (Elmer Gantry), de Richard Brooks (EUA, 1960)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-732184051673370976</id><published>2010-01-01T18:18:00.000-08:00</published><updated>2010-01-01T18:29:03.968-08:00</updated><title type='text'>Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski (Brasil, 2009)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O filme pintou em mais de uma lista de melhores do ano por aí, geralmente sob as platitudes de sempre do tipo "uma aula de história essencial", como se o cinema fosse pra ser substituto pedagógico de alguma coisa. Claro está porém que o mais interessante a se falar e diferenciar no filme é mesmo um tratamento bastante inusual do material sonoro e visual, ainda mais em se tratando de "tema sério"- mas sobre isso acho melhor indicar o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistacinetica.com.br/cidadaoboilesen.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;texto do Rodrigo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;, que vai fundo nos pontos principais. Para além do que ele disse, porém, eu queria adicionar (ou reforçar) duas coisas que acho bem fortes no filme. Primeiro, a inteligência com que percebe que dar a voz aos dois lados não é tanto questão de justiça e sim de ser a melhor maneira de desnudar um pensamento tão estúpido que precisa ser lido de um papel (como é o caso do Brilhante Ultra, esta besta). Neste processo, o filme cria um ou dois efeitos puramente cinematográficos (pois de montagem e superposição de idéias via som/imagem ou cortes) que são das mais fortes acusações anti-ditadura que se viu nas telas (e muito mais eficazes que aquele batido clipe de imagens de resistência com musiquinha ufanista, francamente dispensável). Segundo, vale destacar que o filme é uma iniciativa absolutamente pessoal, como se vê pela ausência de qualquer logomarca no começo. Isso não é um elogio automático de nada, mas acho que é algo que precisa sim ser destacado como aspecto importante do filme. Que o Chaim Litewski (que não conheço nem nunca tinha ouvido falar) tenha levado um filme como este adiante do começo ao fim por sua conta (com o apoio firme dos Asbeg, Pedro e José Carlos) é uma coisa bem impressionante e significativa. Eu até acho que o filme tem muito de "importante aula de história" e servirá bem pra fins acadêmicos em DVDs por aí, mas vê-lo no cinema é bom por muita coisa que não seja isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(visto no Unibanco Arteplex Rio, sala 3, em projeção Rain)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-732184051673370976?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/732184051673370976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=732184051673370976&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/732184051673370976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/732184051673370976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2010/01/cidadao-boilesen-de-chaim-litewski.html' title='Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski (Brasil, 2009)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-4118106000475920590</id><published>2009-12-30T21:39:00.001-08:00</published><updated>2009-12-30T21:45:42.128-08:00</updated><title type='text'>The Ritual of Death, de Fauzi Mansur (Brasil, 1991)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O primeiro choque é o da ignorância: eu não tinha idéia que Mansur tinha feito filmes de horror falados em inglês na virada dos 80 pros 90, voltados pro público americano de vídeo/DVD. Como se fosse pouco, este aqui pega uma mitologia egípcia misturada com pajelanças indígenas, joga no meio disso tudo um grupo de teatro encenando a partir de um livro amaldiçoado... em suma, you get the picture. Muitas vezes a gente não sabe se tá rindo com o filme ou do filme, principalmente por conta do seu elenco absolutamente deplorável (com direito a Lilian Ramos - sim, aquela do Carnaval do Itamar - na que talvez seja a pior performance que eu já vi na vida), mas também tem momentos bem perturbadores no abraço frontal ao &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;gore&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, incluindo aí alguns efeitos de maquiagem bem impressionantes ainda hoje. Dizer que é um bom filme, sob qualquer conceito do termo, seria forçar a barra pacas, mas é sem dúvida um filme que se vê do começo ao fim com os olhos bem abertos, incapaz de se saber (até) onde ele vai a seguir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(visto na sala 1 do CCBB-RJ, dentro da mostra Horror no Cinema Brasileiro, projetado em DVD)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-4118106000475920590?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/4118106000475920590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=4118106000475920590&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4118106000475920590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/4118106000475920590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2009/12/ritual-of-death-de-fauzi-mansur-brasil.html' title='The Ritual of Death, de Fauzi Mansur (Brasil, 1991)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-8644146010915876265</id><published>2009-12-30T21:21:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T21:47:54.585-08:00</updated><title type='text'>O Estripador de Mulheres, de Juan Bajon (Brasil, 1978)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Bizarra mistura de registros nesse filme que começa como um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;exploitation&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; vários tons acima de qualquer naturalismo (Ewerton de Castro numa performance absolutamente despirocada), flerta com um quase terrir a partir de algumas situações bastante inesperadas (as vizinhas e a tartaruga, as confissões à polícia), e de repente adquire um tom crítico bem pesado sobre o papel da polícia (em plena ditadura, claro) e principalmente da exploração da mídia (onde o plano final é radical). Pena que Bajon, nesse seu primeiro longa (depois ruma pro lado mais pornô da Boca), não tem total controle disso tudo que vai sendo jogado no filme bem atabalhoadamente (personagens somem por um tempo grande, outros vêm a primeiro plano de repente por tempos longuíssimos) e, por mais que a projeção do filme que eu vi não sirva de balizamento (a cópia parecia saída de uma master VHS desenquadrada), sua tosqueira visual cria ruídos demais tanto pro lado &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;exploitation&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; quanto pro mais "sério".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(visto na sala 1 do CCBB-RJ, dentro da mostra Horror no Cinema Brasileiro, projetado em DVD)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-8644146010915876265?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/8644146010915876265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=8644146010915876265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8644146010915876265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/8644146010915876265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2009/12/o-estripador-de-mulheres-de-juan-bajon.html' title='O Estripador de Mulheres, de Juan Bajon (Brasil, 1978)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-6746836499842966541</id><published>2009-12-30T21:09:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T21:48:29.013-08:00</updated><title type='text'>Excitação, de Jean Garrett (Brasil, 1977)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cá entre nós, é um título perfeito para estrear um blog novo. Fotografado pelo Carlão (que faz uma aparição hilária em um plano), coroteirizado pelo Ody Fraga, é um filme bem desigual, que dá algumas voltas a mais em torno de si mesmo do que tem fôlego pra aguentar, mas que também deixa algumas (várias) imagens perturbadoras com a gente - a maioria delas em torno de uma discussão bem barra pesada do peso opressivo da busca pelo sucesso e da tecnologização crescente (pô, o protagonista é um engenheiro de computação, em pleno 1977!). A escolha e o uso da locação, na casa isolada em São Vicente, é bem especial. Fora isso, não precisa dizer, em se tratando de quem e onde se trata, que o sexo é bem filmado pacas com algumas mulheres daquelas que só mesmo na Boca dos anos 70 (Zilda Mayo acima de tudo e de todas).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(visto na sala 1 do CCBB-RJ, dentro da mostra Horror no Cinema Brasileiro, projetado em Beta)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-6746836499842966541?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/6746836499842966541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=6746836499842966541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/6746836499842966541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/6746836499842966541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2009/12/excitacao-de-jean-garrett-brasil-1977.html' title='Excitação, de Jean Garrett (Brasil, 1977)'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6948900532444444533.post-3182231546454533708</id><published>2009-12-30T18:22:00.001-08:00</published><updated>2009-12-30T19:06:47.193-08:00</updated><title type='text'>Por que Paragrafilme; pra que Paragrafilme?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Um blog novo? De novo? Os amigos certamente lembram que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://dudaemblog.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;eu já tentei isso antes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Mas, quem não tentou? O fato é que os blogs nascem de impulsos, e eles podem se provar duradouros ou não com o tempo. Faz parte. O mais importante, como em muito na vida, é acreditar quando se começa que vai durar pra sempre, e ser sempre imprescindível. O depois, depois a gente vê.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mas de fato este blog é um exato oposto do seu antepassado. Por que lá eu queria e prometia falar de tudo menos de filmes (e uma breve olhada por lá mostra que eu menti). Só que hoje em dia já existe o Facebook pra isso. E agora o que eu quero é realmente falar de filmes. Não de cinema, mas de filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, Paragrafilme é uma volta radical às origens. Quando eu comecei esse negócio com os filmes, eu tinha meus 13, 14 anos e fazia uma fichinha pra cada filme. Nela eu anotava os dados básicos do filme, e depois um comentário que não daria muito mais que um parágrafo. Com o tempo, o hábito morreu (embora as fichas continuem bem guardadas), e logo eu fui escrever mais e maior em outras paragens (tipo uma certa Contracampo, uma tal Cinética, etc e tais). No entanto, por mais prazer que elas me deram e dão, havia algo naquelas fichinhas que eu não mais encontrei, e que hoje descubro fazendo falta. O desejo aqui então é de retomar uma relação mais solta e cotidiana com os filmes. Daí, o blog. Pra suprir esta falta que sinto - hoje, pelo menos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;Mas por que um parágrafo por filme? Primeiro porque, assim como no blog anterior, a idéia aqui não é competir com nem atrapalhar minha produção na Cinética. Então, idéias mais longas ficarão sempre guardadas pra lá. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mas o mais importante é que o parágrafo é uma entidade bem livre: pode durar uma linha, pode durar um romance inteiro; nada a ver portanto com o mundo twitter e seus 140 caracteres impondo um tamanho. O que o parágrafo impõe não é a uniformidade, mas sim um conceito. Ou como diria a Wikipedia:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  line-height: 19px; font-family:sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;b&gt;Parágrafo&lt;/b&gt; é uma unidade auto-suficiente de um discurso, na escrita, que lida com um ponto de vista ou ideia particular. (...) Um parágrafo consiste tipicamente de uma ideia, pensamento ou ponto principal que o unifica, acompanhado por detalhes que o complementam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px;font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="  line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Então, indo direto ao ponto, esta é a regra: cada filme visto, um parágrafo. Que foi como tudo começou. E talvez agora precise recomeçar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Buckle up.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6948900532444444533-3182231546454533708?l=paragrafilme.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paragrafilme.blogspot.com/feeds/3182231546454533708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6948900532444444533&amp;postID=3182231546454533708&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/3182231546454533708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6948900532444444533/posts/default/3182231546454533708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paragrafilme.blogspot.com/2009/12/por-que-paragrafilme-pra-que.html' title='Por que Paragrafilme; pra que Paragrafilme?'/><author><name>Eduardo Valente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09684499735258786368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
